depois de ter você, eu achei que iria começar e perceber mais vezes as coisas boas na vida… e de fato, vi algumas. no entanto, aos poucos, fomos apagando com o tempo, desistindo de nós mesmos. e isso foi me doendo tanto… novamente, me colocando em espera, só que dessa vez, com alguém que eu não imaginava que me deixaria assim. sem querer, eu quis que você me quisesse. eu quis que você me procurasse. eu quis que você gostasse da minha companhia. e eu desejei que eu não fosse tão descartável. mas, na vida, você não controla o outro. você chora, berra, questiona Deus e se cobra. nos colocamos em um estado de vulnerabilidade porque alguém não nos coloca no topo. e, lá estava eu, naquele posto que deixei que todos me colocassem. só não esperava isso você. achei que teria originalidade, que me procurasse e falava que não queria mais. seria mais fácil do que lidar com o seu silêncio.
depois de algumas semanas digerindo toda decepção e as palavras não ditas, a ideia do adeus foi amadurecendo. o sentimento que cresce é o vazio, você acostuma, sente ele te parasitando e sem chances de se livrar. lidar com os “quase algo” é extremamente difícil, principalmente quando sua vida é baseada nisso.
depois de te sentir, todos que virão são questionáveis. os toques talvez não sejam tão calorosos e as mãos não se encontrem facilmente. e eu me cobro, porque eu só deixei você entrar porque era você. mas eu, não merecia o espaço na sua vida e na verdade, nem foi cogitado. é trágico, triste, revoltante, porque eu realmente achei que seria feliz. eu queria te fazer feliz.
depois de começar a planejar como vou seguir em frente e lidar com meu “quase futuro”, tento lidar muito bem com as possibilidades da vida, me forçando a não desistir de mim novamente, como já fiz tantas vezes. espero que seja tão fácil como foi pra você me deixar em segundo plano tantas vezes.
depois de você, tudo volta a ser só eu.







